A torre de aprendizagem resolve um problema que qualquer casa com crianças conhece: elas querem ver o que se passa na bancada da cozinha e não chegam lá. A alternativa é o colo — que ocupa um adulto inteiro — ou uma cadeira encostada, que é exatamente o que não se quer.
A partir de que idade
Os nossos modelos indicam a partir dos 12 meses, e o critério não é a idade em si: é a criança já se pôr de pé e andar com segurança sozinha. Uma criança que ainda cambaleia não tira partido da torre e não deve lá estar.
A Torre de Aprendizagem – Mesa indica a partir dos 18 meses, por ser um modelo mais alto e com uma segunda função.
Qual dos modelos
Fixa
A torre fixa tem plataforma ajustável em três níveis e é a mais estável das três. É a escolha para quem tem um sítio certo para ela e não a vai andar a arrumar.
Dobrável
A dobrável ajusta-se em quatro posições e fecha para arrumar. Se a cozinha é pequena, ou se a torre tem de sair do caminho às refeições, é esta.
Modelo duplo
O modelo duplo leva duas crianças ao mesmo tempo. Com irmãos próximos na idade, evita a discussão de quem sobe primeiro — que é uma discussão diária.
Torre-mesa
A torre-mesa faz as duas coisas: é torre quando está de pé e é mesa com cadeira quando se baixa. Para quem não quer dois móveis na mesma divisão.
Estão todas na coleção Torres de Aprendizagem.
Segurança: quatro regras que valem a pena
- Baixar a plataforma à medida que ela cresce. É o erro mais comum: a torre fica no nível do primeiro dia e, dois anos depois, a criança está alta de mais para a proteção que a torre dá.
- Longe do fogão e da placa. Um passo ao lado do lume não é um sítio para uma torre, por muito estável que ela seja.
- Nunca com a criança lá em cima sozinha. A torre impede quedas laterais, não impede que ela alcance uma faca.
- Sempre em piso plano. Um tapete grosso por baixo de uma das pernas chega para a desequilibrar.
Depois da torre, a rotina
A torre põe a criança à mesma altura do trabalho — e é aí que ela começa a querer fazer parte dele. Descascar, mexer, pôr a mesa. Se quer aproveitar essa vontade, o artigo sobre rotinas sem birras explica como transformar isso em hábito. E se está a organizar a casa de raiz, veja como montar um quarto Montessori — a lógica é a mesma, aplicada a outra divisão.

