Dinheiro é um daqueles assuntos que se aprendem por osmose: a criança vê como os adultos falam dele, ou não falam. Se não se falar em casa, ela aprende à mesma — só que sozinha, e com as ideias que apanhar pelo caminho.
Comece pelo concreto
Antes dos números, vem a ideia de que o dinheiro tem destinos diferentes. É por isso que o mealheiro de literacia financeira tem três divisões em vez de uma: gastar, dar e poupar.
A diferença face a um mealheiro normal é grande. Num mealheiro fechado, todo o dinheiro é a mesma coisa e o único gesto é acumular. Com três divisões, cada moeda obriga a uma decisão — e é a decisão que ensina.
É feito à mão em Portugal, em contraplacado de bétula e de choupo com certificado FSC.
Depois, as palavras
A partir dos 5 anos já dá para ir mais longe do que «isso é caro». A coleção de literacia financeira tem dez livros, cada um com um tema, pensados para se lerem por ordem:
- Mentalidade de abundância
- O que é o dinheiro
- Gerir dinheiro
- Ganhar dinheiro
- Poupar dinheiro
- Pagar dívidas
- Investir dinheiro
- Doar dinheiro
- Gastar dinheiro
- O ritual de abundância
Não é preciso comprar os dez. Se quiser começar por um, comece pelo primeiro, que prepara o terreno, ou pelo quinto, sobre poupança, que é o que costuma ser mais urgente quando há uma mesada pela frente.
Três hábitos que valem mais do que qualquer livro
- Deixe-a pagar. Entregar o dinheiro e receber o troco é a aula mais eficaz que há, e é gratuita.
- Diga o preço em voz alta. «Isto custa o mesmo que duas idas ao cinema» diz-lhe mais do que o número.
- Deixe-a errar em pequeno. Gastar tudo de uma vez e ficar sem nada é uma lição barata aos seis anos.
Ligar ao resto da rotina
Poupar exige a mesma coisa que arrumar o quarto: constância e um sítio onde se vê o progresso. Se já usa um quadro de tarefas, é natural que a poupança entre lá.
E se procura um presente com sentido para uma criança desta idade, o artigo sobre presentes que ficam para a vida segue a mesma ideia.

